Logística é entrave para desenvolvimento e crescimento do setor produtivo

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As dificuldades de logística enfrentadas pelo setor produtivo em todo território nacional foram tema de debate entre empresários na sede da Acieg nesta semana. Os empresários Ailton Flávio Moreira Júnior, Paulo Afonso Lustosa e Kelson Costa discutiram as principais dificuldades enfrentadas para transporte de cargas hoje em todo território nacional.

Ailton Flávio, que atua no transporte de itens de saúde, como medicamentos, destacou que falta tecnologia para garantir que os empresários consigam cumprir as leis de transporte, além de não haver profissionalização dos autônomos que atuam diretamente no transporte. Ele reforçou que existem muitas cobranças e pouco se oferece como contrapartida. “O custo que temos não é suficiente para arcar com o serviço prestado. Um dos desafios é trabalhar para reduzir os custos e atender, no meu caso, a RDC 430.” A RDC 430 é uma resolução de 2020 que estabelece requisitos de boas práticas de distribuição e armazenagem e de boas práticas de transporte de medicamentos.

Ailton Flávio destacou a necessidade dos empresários se juntarem para cobrar dos parlamentares e do governo federal, melhorias para a infraestrutura e das leis. “Se as instituições, empresas e empresários não se juntarem para buscar melhorias para esta área, não teremos melhora, pelo contrário.” Ele ainda reforçou que essas operações de logística requerem atenção constante, além de planejamento e cálculos diversos.

Os principais problemas listados pelos participantes da conversa foram: dependência do transporte rodoviário, falta de qualidade dos portos, custo geral, falha na gestão de informações e falta de tecnologia e condições para seu uso. O empresário Kelson Costa afirmou que o principal desafio é o custo do transporte. “Ainda mais para quem trabalha com exportação, sem modelo de transporte, temos dificuldade até de mensurar estes custos.” Ele acrescentou que a logística não foi profissionalizada ao mesmo passo que a compra de caminhões foi incentivada.

Paulo Afonso Lustosa ressaltou a complexidade da logística em um país de proporções continentais, como o Brasil, considerando a qualidade da malha viária e a falta de ferrovias. Ele ainda disse que nem mesmo os investimentos dos antigos governos foram suficientes para amenizar o prejuízo que o empresário precisa assumir para transportar seus produtos. “Falar de transporte é falar de dificuldade todos os dias.”