Só “gente boa” não é suficiente

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Por Ronaldo Guedes

Ter uma equipe qualificada, engajada e produtiva é, sem dúvida, um pilar fundamental para o sucesso de qualquer organização. No entanto, um equívoco comum reside na crença de que “gente boa basta”. Acreditar que basta reunir indivíduos talentosos para garantir o sucesso é como ter os ingredientes mais frescos do mundo, mas sem um chef experiente e uma receita bem definida, o resultado final pode ser frustrante e decepcionante.

Talentos precisam de estrutura e organização.

Imagine um time de futebol formado por jogadores excepcionais. Cada um domina as técnicas, possui um físico impecável e paixão pelo esporte. No entanto, se não houver um treinador experiente para orientá-los, definir estratégias, criar um ambiente de colaboração e fornecer as ferramentas adequadas, todo esse potencial individual se torna subaproveitado. O time pode até ter lampejos de genialidade, mas dificilmente alcançará resultados consistentes para ganhar o campeonato.

Organizações, da mesma forma, precisam de estrutura e organização para que seus talentos brilhem.

  • Processos claros: garantem que todos os membros da equipe saibam o que precisam fazer, como fazer e quando fazer. Isso evita retrabalho, desperdício de tempo e frustrações.
  • Regras bem definidas: criam um ambiente justo e previsível, onde todos se sentem seguros para contribuir e se responsabilizar por suas ações.
  • Gestão e governança maduras: garantem que a organização seja liderada por pessoas experientes, competentes e com visão estratégica. Além disso, promovem a comunicação transparente, a tomada de decisões ágil e o alinhamento entre os diferentes departamentos.

Sem essa estrutura, mesmo os melhores talentos podem se sentir desmotivados, desorientados e improdutivos.

  • Falta de clareza: gera dúvidas, retrabalho e frustrações. Os membros da equipe não sabem o que se espera deles, como priorizar tarefas ou como alcançar seus objetivos.
  • Falta de organização: leva ao caos, à ineficiência e à perda de tempo. As pessoas se sentem sobrecarregadas, desmotivadas e com a sensação de que seus esforços não estão gerando resultados.
  • Falta de liderança: impede que a equipe tenha um direcionamento claro, que se sinta motivada e que trabalhe em conjunto para alcançar objetivos comuns.

Uma organização com uma equipe competente, mas improdutiva, é como um carro de luxo com um motor potente, mas sem direção. O potencial está lá, mas sem os elementos essenciais para guiá-lo e aproveitá-lo, o resultado final é frustrante para todos: a organização não atinge seus objetivos, os talentos se sentem desmotivados e a equipe como um todo perde sua sinergia e produtividade.

Investir em “gente boa” é crucial, mas não é suficiente. É preciso criar um ambiente propício para que esses talentos floresçam e alcancem seu pleno potencial. Uma organização estruturada, com processos claros, regras bem definidas e uma gestão madura é a chave para transformar uma equipe competente em uma equipe de alta performance, capaz de impulsionar a organização para o sucesso.

Lembre-se: “Gente boa” + “Boa gestão” = sucesso.

Ronaldo Guedes

Administrador pós-graduado em Gestão Financeira pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUCGO), especialista em Balanced Scorecard pela Strategy Management Collaborative (SMC), especialista em Planejamento Estratégico e Modelos de Excelência na Gestão pela Fundação Nacional da Qualidade (FNQ), coordenador estendido do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) no capítulo Brasília/Centro Oeste, presidente do Conselho do Comitê de Empreendedorismo da AMCHAM Goiás, diretor da ACIEG, sócio-fundador da Lure Consultoria, uma das maiores consultorias de gestão do Centro-Oeste com atuação em todo o país, palestrante e professor de graduação e pós-graduação nos temas de Governança, Gestão, Estratégia, Controladoria e Finanças Corporativas, conselheiro, mentor e consultor empresarial tendo atuado por mais de 15 anos na melhoria de mais de cem empresas de vários segmentos e portes, contribuindo para a implantação de governança corporativa, planejamento e gestão da estratégia, controladoria e administração financeira, e conduzindo reestruturações empresariais, cisões, fusões e aquisições.

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