Goiana Indira Camargo Rassi lança livro que resgata papel vital da poesia

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Crédito: Juliana Louza

Nascida em Goiânia, Indira Camargo Rassi é um fenômeno na rede social. Seu perfil no Instagram (@seraquetemqueserassim), com mais de 130 mil seguidores, já alcançou milhões de visualizações. E suas postagens nada tem a ver com dancinhas ou outros cacoetes desse ambiente. Indira publica textos líricos e alguns flashes, também poéticos, de seu dia a dia.

Ela escreveu seu primeiro poema aos 10 anos de idade – guardado cuidadosamente por sua mãe. O instinto poético a acompanha desde então e agora, aos 39 anos, Indira lança, dia 18 de abril, na União Brasileira de Escritores (UBE–Goiás), seu primeiro livro. “Equilíbrio dos Extremos – Diários Poéticos” reúne poesias produzidas entre 1995 e 2004, período em que a escritora cresceu e amadureceu vivendo em três cidades – Goiânia, Melbourne (na Austrália) e Brasília.

Indira diz que não se recorda de sua vida sem que a poesia estivesse presente. “A poesia é um sentimento, logo, toda minha estrutura de autorreconhecimento e de identificação do que sinto é através dela”, diz a poeta. E é preciso ter atitude diante desse “sentimento do mundo”, como disse Drummond. A dela foi deixar os sentimentos aflorarem em cada poema, tecendo-os como atos de liberdade e de cura.

Sim, a poesia cura, acredita Indira. Em suas postagens, ela costuma usar o termo “terapia poética”, resgatando ao seu modo um papel vital que o lirismo assumia desde os primórdios da civilização – o de elevar os espíritos. “O meu propósito é justamente espalhar poesias e fazer mais amplo esse entendimento. Todos nós somos poetas, porque todos somos capazes de sentir”, frisa.

Ciente do impacto de suas publicações (algumas com quase dois milhões de views), Indira tem um olhar especial para os jovens que acompanham sua rede. Seu objetivo é resgatar, entre eles, o valor da leitura de livros e da escrita de poesia à mão. Um processo que tem a ver com a experiência de vida da própria escritora, como ela explica:

“Na minha adolescência, eu era uma poeta que estava trancada dentro de mim mesma. E naquela época, se eu reconhecesse a poesia em outros jovens ou até em algum adulto, teria sido muito importante para mim. Hoje em dia, os jovens estão trancados no quarto, muitas vezes tristes, sem saber viver fora daquele ambiente, do quarto escuro, do medo, da tristeza e da confusão. Quero mostrar a eles que dá para abrir a porta desse quarto, que tem mais gente escrevendo poesia, mais gente que vive ou viveu o que eles estão vivendo e que também já superou”.

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