Desvendando a Resistência Empresarial na Contratação da Geração Z: Um Olhar Crítico

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Crédito: Adobe Stock

Por Leo Moreira

Recentemente, temos testemunhado um debate acalorado sobre a resistência de algumas empresas em contratar pessoas da geração Z, uma parcela da população que nasceu entre o final da década de 1990 e meados de 2010. Essa resistência ganhou destaque em veículos de imprensa bem-conceituados, que abordaram pesquisas reveladoras sobre o tema. Sem contradizer opiniões ou entrar em polêmicas relacionadas ao tema, pretendo explorar especificadamente as razões por trás dessa resistência apontada nos estudos e discutir como as empresas podem superar esses desafios.

Desmistificando Estereótipos: Uma das razões frequentemente citadas para a relutância das empresas em contratar membros da geração Z é a percepção de que são “preguiçosos” ou “entitled” (sentem-se merecedores de recompensas sem necessariamente conquistá-las). No entanto, esses estereótipos são muitas vezes infundados e baseados em generalizações. Pesquisas recentes, como a realizada pela consultoria McKinsey & Company em 2023, revelam que a geração Z é altamente motivada, busca propósito no trabalho e valoriza a flexibilidade e o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Adaptação às Mudanças Tecnológicas: Outra área de preocupação para as empresas é a habilidade da geração Z em se adaptar rapidamente às mudanças tecnológicas. No entanto, essa mesma geração cresceu em um ambiente digital e possui habilidades únicas que podem ser aproveitadas pelas empresas. Uma pesquisa conduzida pela Universidade de Stanford em 2022 destacou que a fluência digital, criatividade e capacidade de aprender rapidamente novas tecnologias são características marcantes da geração Z, tornando-os ativos valiosos para as organizações que buscam inovar e se manterem relevantes em um mercado em constante evolução.

Colaboração e Diversidade: Além disso, as empresas podem se beneficiar da perspectiva diversificada e da capacidade de colaboração da geração Z. Criada em um mundo globalizado e conectado, essa geração valoriza a diversidade e a inclusão, e está disposta a trabalhar em equipe para alcançar objetivos comuns. Um estudo conduzido pelo Instituto Gallup em 2024 mostrou que a geração Z é mais propensa a valorizar a diversidade no local de trabalho e a buscar ambientes inclusivos. Ao reconhecer e aproveitar essas características, as empresas podem fortalecer suas equipes e promover uma cultura organizacional mais inclusiva e dinâmica.

Em suma, a resistência das empresas em contratar membros da geração Z muitas vezes é baseada em equívocos e estereótipos infundados. Ao invés de focar nas diferenças geracionais, as empresas devem reconhecer e valorizar as habilidades únicas e perspectivas diversificadas que essa geração traz consigo. Ao adotar uma abordagem mais inclusiva e adaptável, as empresas podem se posicionar para prosperar em um ambiente empresarial cada vez mais dinâmico e competitivo.

Leo Moreira

Empresário e professor, mestre em Gestão de RH e inteligência de Negócios, MBA em controladoria e finanças, MBA em Gestão Empresarial, MBA em Gestão Empresarial e Serviços. Cursou técnicas de negociação na Harvard University (EUA) e Gestão de riscos e tomadas de decisões na Chicago University (EUA). Diretor e 1º vice presidente do Sindicato das Empresas de Asseio, Conservação e Serviços Terceirizados de Goiás – SEAC-GO.

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