Uso de carteiras digitais cresce 10,8% no e-commerce em 2023

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Divulgação

Os meios de pagamentos estão cada vez mais diversificados e, para o varejo (o que inclui os e-commerce), oferecer múltiplas possibilidades aos clientes tem sido um diferencial. Uma dessas modalidades que tem crescido nos últimos tempos é a de carteiras digitais, também chamadas de e-wallets. Não à toa, segundo a pesquisa Beyond Borders, realizada pela EBANX, estima-se que o número de consumidores que pagarão com carteiras digitais no mundo ultrapassará 4 bilhões, em 2023. Em paralelo a esse cenário, um estudo da consultoria GMattos, realizado no ano passado, indicou que as compras com carteira digitais representaram 11% de todas as transações de e-commerce no Brasil. Já um levantamento da Associação Brasileira de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), instituição que representa as empresas de meios eletrônicos de pagamento, revelou que, no primeiro trimestre de 2023, o uso de carteiras digitais e aplicativos também registrou um crescimento de 10,8% no ambiente virtual. Ou seja, isso significa que R$ 180 bilhões foram transacionados de forma on-line. Para o especialista em meios de pagamento, Alex Vilhena, que também é CEO de Malga – orquestradora de pagamentos para negócios digitais, o uso de carteiras digitais tem crescido no Brasil por conta da segurança e dos custos reduzidos tanto para os lojistas, quanto para os consumidores.

“Um dos pontos de sucesso para os e-commerce está no mix de meios de pagamentos que são oferecidos, porque isso aumenta a conversão de vendas dos negócios. A dificuldade de realizar o pagamento é um dos principais inimigos do checkout de compras. Diante disso, acredito que o uso de carteiras digitais tem crescido no Brasil exatamente por essa redução de fricção, segurança nas transações e os custos reduzidos para consumidores e lojistas. Acredito que aumentar o uso das carteiras digitais seja uma questão cultural também e que os brasileiros vão acabar se habituando, assim como foi com o Pix, com os QR codes e outros pagamentos que cresceram em nosso país”, argumenta Alex Vilhena, CEO da orquestradora de pagamentos Malga.

Carteiras digitais: segurança por meio de criptografia e análise do tipo de negócio:

As carteiras digitais são semelhantes a uma carteira tradicional, em que você coloca os seus cartões, dinheiro etc. A diferença é que, por meio desse recurso, é possível armazenar informações referentes aos dados bancários e realizar as transações necessárias de modo totalmente virtual, sem necessitar do dinheiro em espécie ou do cartão de crédito físico. Além disso, as carteiras digitais também permitem pagamento de contas, transferências de dinheiro, recarga de celular e até investimento e empréstimo pessoal.

Segundo o CEO de Malga, essa forma de pagamento é mais segura por conta do sistema de criptografia. Ou seja, os estabelecimentos não têm acesso aos dados pessoais do usuário. A transação acontece diretamente entre o cliente e o banco. Além disso, a modalidade gera mais economia, praticidade e integração aos consumidores e lojistas, tendo em vista que os pagamentos virtuais são rápidos para ambas as partes e tendem a ser relativamente mais econômicos se comparados às operações tradicionais e seus juros altos. Alex Vilhena pontua ainda que a implantação da e-wallet nos comércios físicos ou eletrônicos requer uma análise, para escolha do tipo ideal de carteira para cada negócio, a seleção das formas de pagamento conforme os interesses do público-alvo e a configuração dos tokens para o recebimento dos valores.

Case de sucesso:

E foi por meio dessa análise, feita por Malga, que a marca de maquiagem e skincare Beyoung optou por implementar a carteira digital do Nubank. O objetivo da empresa ao optar pela modalidade de pagamento foi ampliar sua atuação no mercado. E a estratégia deu certo: em poucos meses, a marca reduziu custos e diminuiu a possibilidade de fraudes. “Foi uma parceria que deu certo. Foi através de Malga que conseguimos a integração com a NuPay. A fraude em um negócio como o nosso é matador. E esse tipo de pagamento elimina muito esse risco. E isso traz ganhos para a empresa”, conta Rodrigo Martins, CFO da Beyoung.

Alex Vilhena destaca outra pesquisa que corrobora essa estratégia, dessa  vez feita pela Opinion Box. O levantamento feito em 2022 trouxe insights sobre o comportamento dos consumidores diante das carteiras digitais. O estudo mostrou que 48% dos entrevistados concordam que os estabelecimentos ainda não se mostram prontos para as carteiras digitais. Sobre isso, o CEO de Malga alerta: “as carteiras digitais ainda precisam ser exploradas pelo varejo, isso porque, por meio dessa modalidade, você consegue atrair e fidelizar uma base de clientes. Com foi o caso da Beyoung. A primeira reação quando uma tecnologia surge é rejeitar o seu uso por medo ou por não querer ter que se adaptar. Quando uma empresa começa a oferecer novos produtos e serviços, consequentemente consegue novos clientes. Assim também acontece com os meios de pagamento. Os consumidores buscam experiências de compra integradas e seguras”, finaliza Alex.

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