O papel dos programas de fidelidade na retomada do turismo

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"É possível afirmar que, apesar da fase difícil enfrentada, o mercado das milhas brasileiro já percebe os sinais da recuperação" (Foto: Rawpixel)

COLUNA TURISMO EM PAUTAPOR MÁRCIO CABRAL

Executivo com 20 anos de experiência em gestão, com atuação em grupos nacionais e multinacionais. Administrador por formação e com especialização em Gestão Empresarial, MBA em Liderança e Gestão Empresarial. Atualmente desempenha a função de CEO da empresa 1000 Milhas.

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Todos sabemos e não é novidade para ninguém que o advento da pandemia de COVID-19 desestruturou e abalou o setor de viagens e turismo. Contudo, o mercado como um todo e, em especial, o de milhas, no primeiro semestre, apontou um forte crescimento e as perspectivas para o último trimestre do ano são ainda melhores, mesmo diante do cenário difícil.

Segundo a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), a malha doméstica do Brasil teve um crescimento de 42,5% em julho se comparado ao mês de junho/21. Embora tenha havido um crescimento expressivo, quando comparado ao mesmo período pré-pandemia, a queda é de 23,6%. E é este número que anima o mercado, pois com o avanço da vacinação o número tende a crescer sistematicamente.

Em relação ao mercado de milhas, a Associação Brasileira das Empresas do Mercado de Fidelização (ABEMF) divulgou seus indicadores referentes ao segundo trimestre de 2021 e os números animaram, pois demonstraram a retomada do setor. O número em sua totalidade de pontos/milhas resgatados no período, se comparado com ao primeiro tri do ano, foi de 44,6%, chegando um total de 61,7 bilhões. Na comparação anual – com o segundo tri de 2020 –, o aumento é ainda maior, 135%.

O total de pontos/milhas emitidos no 2T21 atingiu o patamar de 70,3 bilhões, número este que está 21,4% acima do registrado no primeiro tri. Na relação com o segundo trimestre de 2020, o crescimento é ainda maior, 67,6%. Quando se trata da comparação com o período pré pandemia, 2T19 – os números estão quase no mesmo patamar. Ficando somente 8,4% abaixo.

Um outro indicador é o número cada vez maior de pessoas que buscam nos diversos programas de fidelidade uma alternativa de renda. Engana-se quem imagina que hoje em dia se acumula pontos apenas para viagens. Para traduzir isso em números, no segundo trimestre de 2021, cresceu 3,0% em relação ao 1T21 e 13,5% na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 170,4 milhões de cadastros em todo o país.

Os números também mostram que os participantes estão cada vez mais conhecendo as oportunidades que os programas de fidelidade podem proporcionar comO vendas dos pontos, recarga de celular, resgastes em lojas diversas com destaques para os eletrônicos, vale combustível, pagamento de contas, entre outros.

É possível afirmar que, apesar da fase difícil enfrentada, o mercado das milhas brasileiro já percebe os sinais da recuperação. 2020 foi de muito movimento e, portanto, repleto de oportunidades para o acúmulo de pontos do cartão de crédito e milhas aéreas. Já em 2021, está sendo o ano de vendê-los ou transformá-los em viagens.

Já as vendas online de passagens aéreas por milhas e através de cartão de crédito estão em crescimento e o avanço da vacinação dá esperança de uma retomada mais agressiva neste último trimestre, para diversos destinos. Ou seja, quem está acumulando milhas pode se preparar para tirar os planos do papel!

Portanto, aproveite o momento e conheça a fundo os programas de fidelidade que funcionam no Brasil e escolha o que melhor se encaixa nas suas possibilidades. Dentre os diversos programas de fidelidade, certamente um (ou alguns!) será feito para você.