O futuro é a educação financeira

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(Crédito da imagem: Freepik)

Por José Umberto Vaz de Siqueira

Finanças pessoais, orçamento, planejamento, previdência social, sistema financeiro e investimento. Esses são temas que fazem parte da educação financeira – assunto que é imprescindível para permitir que a atual e novas gerações façam escolhas cotidianas mais assertivas, que levem a conquistas no curto, médio e longo prazos. Em reconhecimento a essa relevância e com a perspectiva de produzir mudanças significativas na sociedade, cooperativas de crédito – que, além de trabalhar com aplicações, investimentos, empréstimos, financiamentos, recebimentos de contas e seguros, ainda oferecem cursos, palestras e orientações financeiras aos cooperados e à comunidade – destacam-se em meio às instituições tradicionais, no sentido de promoção da educação financeira.

Essas instituições integram o chamado cooperativismo, modelo socioeconômico alternativo que é orientado por sete princípios básicos, dentre os quais se destacam o da educação, formação e informação e o do interesse pela comunidade. A origem desse modelo remonta ao ano de 1844, no interior da Inglaterra, onde 27 homens e uma mulher se uniram para montarem um armazém. O intuito desse grupo era adquirir alimentos a preços melhores e os dividirem entre os membros, a fim de reduzir gastos e alcançar faturamento coletivo. Essa iniciativa estratégica, ainda embrionária do cooperativismo, já demonstrava como o modelo estaria intimamente relacionado à educação financeira, o que se consolidou nos séculos posteriores.

Hoje, diversos estudos ao redor do mundo indicam que cooperativas de crédito são particularmente vantajosas para estimular o desenvolvimento de economias locais e suavizar os movimentos dos ciclos econômicos. No Brasil, onde quase 78% da população brasileira está endividada, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), e a educação financeira ainda não é implementada na base educacional de todos os indivíduos, a atuação das cooperativas se torna fundamental. Prova disso é apontada pelo Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que apresentou estudo comparativo entre municípios que contavam com cooperativas de crédito e outros sem a presença destas. Concluiu-se que os primeiros tiveram ganhos de mais de mil reais no produto interno bruto (PIB) per capita atribuído à atividade cooperativa.

Como impacto qualitativo, é possível notar o desenvolvimento da criticidade de quem se educa financeiramente por meio do olhar analítico sobre as escolhas relacionadas ao dinheiro. Ações e programas de iniciativa cooperativista contribuem, portanto, para um futuro próspero, com consumo consciente e de boa gestão financeira e empreendedora. Tudo isso se alinha ao princípio de promover justiça financeira e prosperidade ao fornecer conhecimento e habilidades que podem transformar vidas e impulsionar o desenvolvimento econômico em grande escala.

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José Umberto Vaz de Siqueira

Diretor de relacionamento e inovação do Sicoob UniCentro Br

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