Adial e Sedi firmam protocolo para atrair investimentos da Alemanha

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(Imagem: Pixabay)

A Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) e a Secretaria de Estado de Desenvolvimento e Inovação (Sedi) assinaram na última sexta-feira (2), em reunião remota, um protocolo de intenções para atuarem em conjunto no desenvolvimento de ações de caráter científico, tecnológico e de inovação no Estado de Goiás. Trata-se de uma parceria estratégica firmada entre as partes para unir esforços e atrair investimentos e cooperação alemã de base tecnológica, em especial nas áreas de energias renováveis, inteligência artificial, agricultura, logística, infraestrutura e modernização para a indústria.

Durante a reunião, o secretário Márcio César Pereira destacou que Goiás vive um momento de muita dependência em relação a alguns setores econômicos e que é preciso agregar maior valor aos produtos exportados. E afirmou que o Governo de Goiás, por meio da Sedi, tem usado todos os instrumentos para atrair investimentos privados nas áreas de ciência, tecnologia e inovação para o Estado. “A UFG, em Goiânia, tem o primeiro curso superior de inteligência artificial do País, curso iniciado no ano passado. Essa semana, duas empresas de tecnologia de São Paulo anunciaram que vão transferir para Goiânia suas operações, atraídas pela mão de obra capacitada que temos na capital do Estado.”

Adial e Sedi, juntamente com a embaixada da Alemanha no Brasil, passam a formar um grupo que dará maior impulso à atração de empresas para o Estado, especialmente aquelas voltadas para as áreas de tecnologia, agrotech e logística. Grupos alemães, destaca o secretário, já demonstraram forte interesse de trazer tecnologia e investimentos para Goiás. O protocolo de intenções firmado com a Adial abre a possibilidade de ampliar a parceria de Goiás não só com a Alemanha, afirma Márcio César Pereira, mas também com outros países, para a atração de investimentos e tecnologia de ponta. “Uma empresa que administra o aeroporto de Frankfurt, por exemplo, já demonstrou interesse de investir no antigo aeroporto de Goiânia, no setor Santa Genoveva, que pode se transformar num grande e moderno terminal de cargas em Goiás e no Brasil.”

Edwal Portilho, presidente-executivo da Adial, salientou que todas as iniciativas para estreitar as relações entre Goiás e Alemanha trouxeram bons resultados. Ele acredita que existe espaço para avançar mais com essa abertura feita pela embaixada da Alemanha no Brasil. “Temos um parque logístico consolidado em Anápolis e mais dois em construção em São Simão e Rio Verde. Podemos avançar muito mais na construção de outros parques logísticos e trazer tecnologia de ponta para os parques já instalados ou em instalação no Estado.”

O presidente-executivo da Adial defende que esse é o momento de avançar nas parcerias, intercâmbio e nas relações de negócios entre Goiás e Alemanha e destaca que as empresas associadas à Adial representam 80% do PIB industrial de Goiás. “As principais multinacionais no Estado e as grandes empresas goianas são filiadas à entidade. A Adial está à disposição para ajudar nessa relação com as empresas da Alemanha, para alcançarmos resultados efetivos a curto, médio e longo prazos.”

Também convicto dos benefícios da parceria estabelecida, Johanes Thomas, 1º secretário de Assuntos Econômicos da Embaixada da Alemanha no Brasil, afirmou estar muito satisfeito de participar do protocolo de intenções entre o Governo de Goiás e a Adial. Disse que possível avançar em parcerias e negócios entre Goiás e Alemanha e destacou a longa relação bilateral entre o Estado e o seu país, que tem se fortalecido a cada ano. “Somos o segundo maior parceiro comercial de Goiás. No ano passado, essa balança foi de US$ 576 milhões. Houve uma redução de 6% esse ano, por conta da pandemia, mas acredito que, a partir de iniciativas como a formação desse grupo, vamos iniciar uma rápida recuperação dessa perda na relação comercial, mas, principalmente, vamos avançar muito nos próximos anos. E não só na relação comercial, mas também no intercâmbio de tecnologias e em outras áreas, como ciência, cultura e transporte”, finalizou.